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Economia de África
Introdução________________________________________ Escrever uma obra sobre a economia
africana é uma tarefa delicada por duas razões principais.
Sabendo que o sub-continente é uma terra de contrastes, mesmo
que nos limitemos à África subsahariana (ASS), como
apresentar o essencial? O termo África designa, na obra, a
África subsahariana, incluindo a África do Sul. Aparecem nove
grandes regiões conforme mapa e quadro I (no livro). Entre 46
países, 35 têm menos de 10 milhões de habitantes e 15
constituem enclaves. Porém, o PIB da ASS é da ordem do dos
Países Baixos ou do México (295 mil milhões de dólares em
1996). Reunindo mais de 600 milhões de habitantes em 1998, a
África representa, sem a África do Sul 10% da população
mundial, 1% do PIB, 1,3% das exportações e menos de 1% do valor
acrescentado industrial do mundo. A segunda razão é mais
importante. Tratar-se-á de aplicar os instrumentos de análise
económica a este continente ou de questionar as categorias
económicas a partir das particularidades africanas? Existirá
uma especificidade africanista para um economista e uma
legitimidade da economia para um Africanista? Deverá um
economista privilegiar o período longo dos regimes de
acumulação e das crises ou os modelos de equilíbrio (ou de
desequilíbrio) dos mercados pelo jogo dos preços (ou das quantidades)? Índice____________________________________________
A Colecção Tempos e Espaços Africanos
Prefácio de Adelino Torres Introdução do Autor à edição portuguesa Introdução I. A CRISE MACROECONÓMICA (século ao final do século XIX) 2. A colonização directa (1870-1960) 3. As independências (1960-1993) II / A economia de renda 2. Os disfuncionamentos financeiros 3. Os desequilíbrios sectoriais III / A marginalização externa 2. A marginalização comercial 3. O endividamento permanente 2. Regras, normas e decisão na incerteza 3. Os comportamentos atípicos V / As lógicas redistributivas 2. As unidades produtivas e a informalização 3. As unidades domésticas e a redistribuição VI / As dinâmicas reprodutivas 2. A migração e a explosão urbana 3. Os investimentos humanos 2. As políticas de ajustamento 3. A fraca eficiência das políticas VIII / A diversidade das trajectórias 2. As integrações regionais 3. Os pólos regionais IX / As apostas e as perspectivas 2. Que políticas económicas? 3. Que perspectivas? Conclusão Fontes bibliográficas |
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