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Novas Relações com África: Que Perspectivas?
Actas do III Congresso de Estudos Africanos no Mundo Ibérico
Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa, 11, 12 e 13 de Dezembro de 2001
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| Autores: |
Vários |
| Coordenação e Prefácio: |
Isabel Castro Henriques |
| Editora: |
Vulgata |
| Colecção: |
Tempos e Espaços Africanos, nº 4 |
| Género: |
Estudos Africanos |
| Colecção dirigida por: |
Isabel Castro Henriques
Joana Pereira Leite |
| Primeira edição: |
2003 |
| Nº de páginas: |
494 |
| Dimensões: |
175 x 258 mm |
| Preço na livraria: |
31.25 euro |
| Preço na Internet: |
25.00 euro |
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Tempos e Espaços
Africanos
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Organização de Edição: CEA/FLUL - Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
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Prefácio________________________________________
Dando continuidade ao II Congresso de Estudos Africanos no Mundo Ibérico que se realizou em Madrid em Setembro de 1999, o III Congresso definiu como objectivo analisar não só a existência de relações privilegiadas com o continente e os seus problemas, mas pôr em evidência a revisão constante dos conceitos e das formas de intervenção. Em torno do tema "Novas Relações com África: Que Perspectivas?" os participantes organizaram as suas comunicações, parte das quais agora publicamos em português e em castelhano, após um processo de selecção que privilegiou a inovação, a reflexão e a crítica.
Se esta obra é inicialmente consagrada ao estudo de questões epistemológicas e às construções imagéticas da África, é precisamente para permitir uma análise crítica e um balanço das escolhas, tanto teóricas como práticas, que nortearam as políticas de cooperação no último quartel do século XX.
A perenidade de certas maneiras de classificar, de julgar e de gerir as relações com os Estados e as sociedades africanos não pode deixar de nos preocupar, na medida em que o continente vacila entre as duas maiores pragas que o minam: a guerra civil e a doença. Epidemias como a malária ou o sida reduzem de maneira evidente a capacidade de renovo biológico da África, e em alguns casos parecem arrastar fracções do continente para um terrível esvaziamento humano.
É evidente que tais situações exigem a reorganização dos espaços africanos; o que poderia já estar em parte enunciado na substituição da OUA pela CA, instituição mais flexível, mais capaz, por consequência, de responder às urgências africanas. Se não faltam teóricos da ciência política, incluindo africanos, que acusam as formas democráticas de não estarem adaptadas às condições sociais e históricas do continente, convém ser mais preciso e menos derrotista: a África só pode liquidar as formas evidentes ou larvadas de guerra civil graças à democracia e ao respeito pelos direitos humanos.
Nem de resto se podia compreender que o continente apenas pudesse importar os modelos totalitários, que não passam de formas teratológicas da democracia que infelizmente as gera. Por isso nos parece que o Mundo Ibérico não só deve manter os ensinos consagrados ao conhecimento da África, mas multiplicar as formas de colaboração, partindo do princípio que norteia esta obra: não há lições a dar, mas trabalho em comum a desenvolver. Só nestas condições de plena igualdade se poderão organizar as formas mais eficazes de cooperação.
Isabel Castro Henriques
Índice____________________________________________
PREFÁCIO
I. EPISTEMOLOGIA E CONSTRUÇÃO IMAGÉTICA DA ÁFRICA
lI. SISTEMAS POLÍTICOS, IDEOLOGIAS E IDENTIDADES EM ÁFRICA
Marabouts, reformadores do Islão e política nos países senegâmbianos
Eduardo Costa Dias
Democracia y política tardocolonial en África: el caso de Guinea Ecuatorial
Alicia Campos Serrano
La dinamicas locales de Ia identidad etnica:
una aproximacion aI caso de los Joola de Oussoye, Casamance (Senegal)
Jordi Tomàs
Discurso y práctica de los grupos de élite africanos: el caso maliano
Jordi Benet e Pepi Mula
Las tensiones entre Ia democratizacion deI Estado y Ia legitimidad social de Ias estructuras indigenas: un estudio de Ia justicia comunitaria en Sudafrica
Jokin Alberdi e Zesar Martinez
Inside / Outside: What's a goan
Asun García e Pili Abellan
Exclusão social e igrejas cristãs sincréticas em Moçambique
Gerhard Seibert
Nós, os Cabindas de D. Domingos José Franque no âmbito da literatura colonial portuguesa
Alberto Oliveira Pinto
III. PROCESSOS ECONÓMICOS, COOPERAÇÃO E GLOBALIZAÇÁO
Portugal e Espanha em África: uma frente com futuro
João Belo
EI papel de Ia cooperación aI desarrollo en Ias relaciones África-Occidente
Itziar Ruiz-Giménez Arrieta
O sector financeiro informal em África: virtualidades e limitações
Filipe Coelho
Teoria da cooperação. A evolução da concepção teórica de desenvolvimento
e o modelo português de cooperação para o desenvolvimento
Garlos Sangreman e Nuno Cunha
Angola y Mozambique, los dos objetivos de Ia política española en África
Antoni Castel
Ser africano en el Maresme. Inmigración y etnicidad en Ia formación
de una comunidad de africanos en Catalufia
Mercedes Jabardo
Problemática deI regionalismo en el África Austral
ante el horizonte de sus relaciones futuras con Ia unión europea
Eduardo Bidaurrazaga
A cooperação não governamental de desenvolvimento - A realidade portuguesa
Ana Pauta Lopes Fernandes
Estabilidad política y crecimiento económico:
ortodoxias y heterodoxias deI proceso democratizador de Ia República de Uganda (1986-2001)
Albert Farré Ventura
Vudú y política en Haití: elementos para una reflexión
Joan Gimeno
O sector informal urbano em Luanda e Maputo: contrastes e semelhanças
Carlos Lopes
Famílias na periferia de Maputo: dinimicas internas e estratégias de sobrevivência e reprodução social
Ana Bénard da Costa
Empresas em Luanda: trabalhadores assalariados e estratégias de sobrevivência
Cristina Udelsmann Rodrigues
Pescas em Angola: caracterização bio-económica
Isabel Lopes Cristóvão e João Ferreira Dias
EI alivio de Ia deuda en África: ?Hacia Ia reducción de Ia pobreza?
Gemma Cairó i Céspedes e Artur Colom Jaén
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