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Economia do Desporto
Actas da conferência internacional sobre economia organizada pelo CISEP
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| Autores: |
Muradali Ibrahimo
José Manuel Zorro Mendes
Fernando Tenreiro |
| Editor: |
Editora Vulgata em representação do CISEP |
| Género: |
Livro Técnico |
| Primeira edição: |
2001 |
| Nº de páginas: |
470 |
| Dimensões: |
170 x 240 mm |
| Preço na livraria: |
7 017 esc. | 35.00 euro |
| Preço na Internet: |
6 315 esc. | 31.50 euro |
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Introdução_____________________________________
O desporto europeu e mundial transformou-se profundamente durante a última década. A monetarização da actividade desportiva é talvez um dos aspectos mais marcantes e dinâmica em direcção à preponderância do comportamento dos agentes privados de acordo com as regras do mercado. Podem destacar-se dois exemplos. Primeiro, o desporto profissional deixou de ser considerado proscrito dos areópagos olímpicos, considerando-se a remuneração do praticante como uma base legítima da transparência e da igualdade de preparação de todo o praticante de alta competição. Segundo, o espectáculo desportivo dos campeonatos nacionais, europeus e mundiais das principais modalidades, de que ressaltam alguns mega-eventos mundiais, assume uma presença na administração das actividades desportivas de que a competitividade entre as federações nacionais e internacionais e os países candidatos à sua organização é um lugar comum, com consequências em toda a actividade.
Dois movimentos complementares emergem no contexto do mercado do desporto. A iniciativa privada e o Estado no desporto.
A iniciativa privada actuando com objectivo lucrativo afirma-se em segmentos, como no da organização dos grandes eventos, na gestão dos campeonatos profissionais de equipas e na oferta de actividades procuradas pelos sectores fluentes das sociedades mais desenvolvidas. Fruto deste movimento, os agentes privados que actuam sem uma finalidade lucrativa, as federações nacionais e as internacionais, afirmam a sua independência da acção do Estado em cada país e a nível da União Europeia gerando situações de confronto com as legislações vigentes.
O Estado, apresentando características distintas de actuação pública nos diferentes países europeus e a nível mundial, actua na garantia da oferta dos bens e serviços públicos para os sectores das respectivas populações mais carenciados e vê-se na obrigação de redefinir e melhorar a sua capacidade de regulação dos segmentos profissionalizados da actividade desportiva.
A produção científica no domínio do desporto respondeu na década passada à preocupação do funcionamento eficiente do mercado do desporto, fruto da quebra da presença do Estado enquanto instituição providência. Simultaneamente, acompanha as novas transformações concretizando acções em domínios que antes ainda não se tinham afirmado no desporto, como sejam a formação de associações europeias e mundiais de economistas e de gestores, incrementando a oferta de conferências, produção de livros e revistas e publicações da especialidade.
A conferência organizada pelo CISEP do ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, com o apoio da FMH - Faculdade de Motricidade Humana, as duas instituições da Universidade Técnica de Lisboa, com o título: Conferência Internacional Sobre Economia do Desporto, teve lugar nos dias 2 e 3 de Novembro de 2000 no ISEG à Rua do Quelhas, 6 em Lisboa, é o exemplo deste aprofundamento da dimensão económica do mercado do Desporto. Este livro, na apresentação dos trabalhos, acompanha a estrutura seguida na conferência, a qual se explicita a partir deste ponto.
Respondendo às necessidades do mercado, a conferência foi organizada em três áreas de interesse, antecedidas pela intervenção de dois oradores convidados que abriram as sessões de trabalhos. O primeiro tema que decorreu durante o primeiro dia, com a maior participação de oradores nacionais, abordou "As dimensões económicas e o serviço público das actividades desportivas". O segundo e o terceiro temas, no segundo dia, com a presença exclusiva de oradores europeus e americanos, abordaram respectivamente os ?Aspectos da eficiência económica de um campeonato profissional? e a ?Importância das grandes competições desportivas Europeias e Mundiais?.
Os oradores convidados, Paul Staudohar e WIadimir Andreef, assegurando uma visão de conjunto, abordam as grandes linhas de desenvolvimento do modelo financeiro europeu e americano.
O Tema 1 teve duas sessões. Na primeira, foi apresentada a relação entre desporto e ideologia, dissertando Gustavo Pires e Ian Elvin sobre o processo de desenvolvimento humano na perspectiva das tendências da gestão desportiva profissional. Nesta perspectiva, alerta para a necessidade de observar os problemas enquanto se encontram distantes, urna vez que quando surgem poderá ocorrer o confronto de perspectivas entre o desporto e a sociedade.
Seguiu-se a apresentação de resultados e metodologias da análise recente da procura desportiva em Portugal, por Salomé Marivoet e José Viseu. Salomé Marivoet mostrou as características que no campo da sociologia se colocam em Portugal. Afirma que a prática desportiva estagnou em termos globais e que entre os praticantes existentes foi intensificada a prática. Identifica o nível da prática nacional com a dos países do sul da Europa. De realce a preferência de cerca do dobro da população que pratica desporto pelo espectáculo desportivo, em qualquer das suas formas, ao vivo, na televisão e nos restantes órgãos de comunicação social. José Viseu descreve e explica a dimensão e a estrutura da procura de bens e serviços desportivos em Portugal. Analisa a literatura dos estudos de impacto económico e apresenta os determinantes da procura desportiva económica e não-económica.
Ana Paula Martins e Fernando Tenreiro, através da análise da causalidade agregada, relacionaram a dimensão da procura desportiva em Portugal com as decisões individuais de outros consumos como os culturais, face aos níveis de riqueza e escolaridade existentes. Carlos Barros apresenta uma análise acerca dos benefícios económicos da educação entre os jogadores de futebol. Verifica que o mercado mal compensa o custo da educação, de acordo com a teoria do retorno do nível de formação escolar e, principalmente, remunera o talento de acordo com a teoria das estrelas. Os resultados encontrados são consistentes com outros resultados encontrados internacionalmente.
Numa segunda vertente desta sessão, discutiram-se as dimensões económicas das competições desportivas. A análise dos custos do desenvolvimento inicial de modalidades desportivas internacionais foi apresentada por Joaquim Ramos Silva. A análise da questão da competitividade internacional de uma actividade desportiva fundamenta-se nas teorias do comércio internacional que englobam as temáticas das indústrias ambientais e da economia pública. O ponto principal centra-se na produção de externalidades para o país com benefício para os produtores, exportadores e consumidores. Contudo, a criação das condições de competitividade essenciais não é facilmente alcançada. Numa fase inicial, os custos são mais elevados decrescendo posteriormente, embora exigindo processos de gestão de complexidade crescente, o que não isenta o Estado de uma presença no sector.
Amaud Roger discutiu o equilíbrio competitivo e as regras de concorrência dos campeonatos de equipas profissionais. A análise da actuação das federações nacionais foi realizada por Abel Correia relacionando a sua estratégia com os recursos, resultados e natureza da decisão. Nota que ?a verificação dos processos emergentes na formação da estratégia invalida, pois, o conhecimento a priori daquilo que se passa com o comportamento das federações a partir da mera alteração normativa ou por meros processos dedutivos. A realidade organizacional é de facto complexa e única. Na prática é preciso engendrar processos de investigação que possibilitem compreender como é que os diversos agentes internos e externos à federação, que possuem interpretações, interesses e possibilidades concretas, cooperam determinando a decisão estratégica.?
Paulo de Andrade analisa o desenvolvimento do Ténis em Portugal e Rui Jorge Claudino apresentou a criação do projecto Star na Federação Portuguesa de Futebol, como exemplo a gestão numa época de mudança. Paulo Andrade refere que "tomando como base uma estratégia de inovação, desenvolve linhas de acção e identifica projectos para os doze factores de desenvolvimento que visem transmitir para todos aqueles que à modalidade se encontram ligados uma nova dinâmica, configurando de urna forma coordenada um modelo de desenvolvimento para o ténis português." Rui Jorge Claudino determinou ?o conjunto de tarefas particulares, realizadas pelos gestores de desporto de nível operacional, para? integrar as tarefas e processos de trabalho, as novas tecnologias e a gestão de recursos humanos, num contexto de alteração permanente e inevitável da natureza do trabalho, ao nível de um departamento técnico de uma federação.?
A segunda sessão do primeiro tema apresenta trabalhos sobre a ?Provisão pública de desporto, políticas e actividades desportivas". Carlos Barros e Mário Teixeira analisam a política regional do atletismo e Luís Miguel Cunha, Gustavo Pires e António St' Aubyn analisam um modelo de avaliação da acessibilidade ao desporto na sub-região do Vale do Tejo. Ainda na perspectiva regional, Carlos Barros e Jaime Lucas fazem uma abordagem político-económica à política desportiva regional da região da Madeira e José Manuel Constantino e José Manuel Pereira relacionam a acção das autarquias com a prática profissional de desporto.
Carlos Barros e Mário Teixeira fazem a caracterização económica e financeira dos clubes portugueses de atletismo por distrito, analisando a relação existente entre execução e financiamento, retirando conclusões sobre as políticas seguidas através da análise per capita, da performance desportiva e do esforço de formação.
Luís Miguel Cunha, Gustavo Pires e António St' Aubyn aplicaram técnicas de análise de componentes principais a um conjunto de variáveis desportivas e sócio-económicas. O modelo considerou todas as variáveis num sistema de ponderação das desportivas, segundo a sua distribuição face à média e desvio-padrão, valorizando as mais importantes. Após ordenados, identificaram-se na sub-região três pólos formados por concelhos contíguos, especializando, no primeiro, a expressão desportiva escolar, no segundo, a dos clubes e, no terceiro, um equilíbrio entre ambas. Concluíram pela fraca expressão desportiva do território e do respectivo financiamento, pela concentração dos recursos nas freguesias urbanas, em detrimento das periferias e pela identificação de um ciclo construtivista com vista à satisfação de lacunas de instalações.
Carlos Barros e Jaime Lucas referem que o objecto do texto foi a análise da vontade de pagar pelo exercício de gestor desportivo. Sendo o desporto um bem público imperfeito a subsidiação pelo Estado constitui uma solução para impedir a subafectação de serviços desportivos que afectem o bem-estar. A conclusão retirada radica na expectativa dos gestores de manterem a sua dependência dos subsídios do Estado, constituindo um factor de oposição à diminuição dos subsídios que afectem a sua função.
José Manuel Constantino e José Manuel Pereira consideram que as autarquias portuguesas devem-se preocupar em criar condições para o desenvolvimento desportivo das respectivas comunidades, o que significa ter mais gente, a praticar melhor desporto. Esta posição de princípio não rejeita liminarmente as situações onde a presença de equipas profissionais de desporto pode ser um factor dinamizador da imagem local e propiciador de algum desenvolvimento local. E, nestes casos, defendem que as autarquias locais se não devem demitir de estudar as formas de apoio que potenciem esses projectos desportivos. Avaliando a sua solidez, a sua capacidade de sustentação, os apoios são obtidos no âmbito da sociedade civil. Avaliando, ao fim e ao resto, a seriedade do projecto desportivo e o efeito positivo que pode suscitar no desenvolvimento local.
Durante esta sessão foram ainda apresentados três trabalhos. Dois relacionados com a análise da mudança de dois para três pontos por vitória do campeonato de futebol da primeira divisão por Nuno Valério e por José Correia Guedes e Fernando Machado, o último trabalho acerca da substituição do consumo de cultura por desporto apresentado por Víctor Fernández-Blanco e Juan Prieto-Rodríguez.
Nuno Valério tenta, considerando o caso do Campeonato Nacional português da 1ª divisão ao longo dos anos 90, examinar que diferença fez efectivamente, para o decurso da competição, a mudança de 2 pontos por vitória para 3 pontos por vitória no cômputo dos pontos de classificação. Conclui que a mudança fez pouca diferença em termos das classificações finais, terá porventura contribuído para o aumento da média de golos por jogo e não terá modificado significativamente a proporção de jogos terminados com empate, nem feito variar o grau de competitividade.
^Sobre o mesmo tema José Correia Guedes e Fernando Machado afirmam que a medida da FIFA é um estudo de caso interessante de como uma alteração do sistema de remuneração pode afectar o equilíbrio de comportamento dos contestantes. Procuram saber se a regra tomou o jogo mais ofensivo, através da adopção de estratégias com maior risco por parte das equipas. O resultado teórico mais importante sugere que, entre equipas de dimensão diferente, o resultado obtido foi contrário levando as equipas de menores capacidades a jogar defensivamente e não ofensivamente.
Víctor Fernández-Blanco e Juan Prieto-Rodríguez analisaram as relações de complementaridade ou substituição entre actividades de lazer e culturais alternativas. Desenvolveram um modelo em que o consumo individual de um certo bem depende basicamente da sua avaliação subjectiva que pode ser estimada por variáveis sócio-económicas. A análise empírica foi realizada por um sistema de equações probit.
Os Temas 2 e 3 foram constituídos por trabalhos dos investigadores estrangeiros convidados, debruçando-se o segundo sobre os aspectos de eficiência económica de um campeonato de equipa profissional e o terceiro sobre a importância das grandes competições desportivas Europeias e Mundiais.
A regulação dos desportos de equipas profissionais é o tema tratado por Peter Sloane, o qual afirma que as ligas de desporto profissional colocam problemas particulares às políticas de concorrência devido à sua natureza particular. Tal aconteceu desde os anos sessenta nos Estados Unidos e acontece agora na Europa. Aborda, em primeiro lugar, a natureza particular das ligas profissionais, questão que considera levantar divergências consideráveis entre os economistas.
Stefan Szymanski trata a igualdade de oportunidades e de resultados, analisando o equilíbrio estático e dinâmico das ligas desportivas europeias e norte americanas. Distingue equilíbrio competitivo estático do dinâmico, para os determinar em ligas americanas e europeias. Sugere que as ligas europeias exibem uma maior igualdade de oportunidades do que as americanas mas uma igualdade de resultados inferior. De entre as ligas europeias é analisada a portuguesa.
Stefan Kesenne tenta analisar os sistemas de regulação que sejam capazes de melhorar o equilíbrio competitivo e a distribuição de salários entre os jogadores. Usa uma função geral de pagamentos e uma combinação de objectivos de maximização do lucro e das vitórias desportivas.
Herbert Moorhouse argumenta que, tanto as autoridades do futebol como os políticos europeus e a maior parte das universidades, não tocaram na raiz dos problemas inerentes ao futebol europeu contemporâneo. Os europeus necessitam de fazer a sua própria investigação dos seus desportos e deixar de depender dos resultados americanos para darem consistência aos seus argumentos, argumenta. Afirma, por último, que os que estão preocupados com o futuro do futebol necessitam de criar uma discussão bem fundamentada acerca dos benefícios e limites da redistribuição de rendimentos entre clubes.
Jean Jacques Gouget, inicia as intervenções sobre a avaliação das grandes competições desportivas e coloca o problema da avaliação do impacto económico dos grandes eventos desportivos. Duas questões principais são fonte de debate entre os economistas. A medida do impacto e o fim a que se destinam os resultados. A primeira levanta problemas metodológicos e, do ponto de vista prático, existe a tendência para que os resultados sejam sobreavaliados. Quanto à segunda, existe uma literatura abundante anglo-saxónica, discutindo nomeadamente a legitimidade dos subsídios públicos. Defende que apenas um cálculo completo sobre a rentabilidade económica do projecto, recaindo sobre o valor económico total do projecto, incluindo a utilidade social, é válida.
Bern Rahmann e Markus Kurdscheidt partem da candidatura alemã à organização do campeonato do mundo de futebol de 2006, descrevendo as metodologias utilizadas ex-ante, antes e depois da atribuição da vitória à Alemanha. Primeiro, realizaram uma análise custo-benefício, simulando numa abordagem partfalia a escolha dos locais para os estádios, descrevendo várias constelações espaciais de cidades de acolhimento. Posteriormente, recalcularam o modelo custo-benefício com informação nova acerca do investimento nos estádios. Estabeleceram que a escolha dos estádios deveria recair sobre 10 projectos de estádios não ambiciosos. De outra forma, em condições de desvantagem, concluíram que resultados agregados negativos após 5 ou 6 anos do evento não seriam de excluir.
A avaliação dos jogos olímpicos, na perspectiva do benefício do investimento público é realizada por Robert Baade e Victor Matheson. A análise sugere que o impacto económico foi mais modesto do que o projectado pelos promotores dos jogos olímpicos de Los Angeles em 1984 e Atlanta em 1996. Descrevendo o monopólio do Comité Olímpico Internacional e o processo de candidatura que organiza, os autores afirmam a utilidade que os responsáveis das cidades teriam caso efectuassem estudos económicos de avaliação dos benefícios reais provenientes da sua organização dos jogos.
A edição deste livro é apoiada pelo Centro de Estudos e Formação Desportiva o que os editores agradecem.
Índice____________________________________________
Introdução
I
Paul Staudohar (Orador Convidado) - The Evolving European Model of Professional Sports Finance
AS DIMENSÕES E O SERVIÇO PÚBLICO DAS ACTIVIDADES DESPORTIVAS
Gustavo Pires e lan Elvin - The Human Development Process.
Current and Future Trends in Professional Sport Management
Salomé Marivoet - Tendências e Obstáculos da Procura Desportiva em Portugal (1988-1998)
Ana Paula Martins e Fernando Tenreiro - The Economics of Sports:
Individual Decisions and Aggregate Causality
Carlos Barros - Economic Return on Scholing Among Footballers
Abel Correia - Federações Desportivas e Estratégia.
Estudo dos Recursos, Resultados, Natureza da Decisão e Análise Estratégica
Arnaud Roger - Equilibre Competitive et Regles de Ia Concurrence
Paulo Andrade - A Federação Portuguesa de Ténis e o Desenvolvimento do Ténis em Portugal "
Rui Jorge Claudino - O Gestor Desportivo numa Época de Mudança.
Criação de um Projecto Star na Federação Portuguesa de Futebol
Mario Teixeira e Carlos Barros - L' Athletisme Portugais et La Politique Sportive Régionale
Victor Fernandez-Blanco e Juan Prieto-Fernandez - Are Live Sports Substitute
of Cultural Consumption? Some Evidence for the Spanish Case
Luis Miguel Cunha, Gustavo Pires e António St'Aubyn - O Espaço e o Acesso ao Desporto.
Constituição de um Modelo de Avaliação da Acessibilidade ao Desporto na Sub-região do vale do Tejo
Joaquim Ramos Silva - Start-up Costs for an Intemational Competitive Sport
José Manuel Constantino e José Manuel Pereira - As Autarquias e a Prática Professional do Desporto
José Viseu - The Sport Consumption in Portugal. Survey Presentation and Discussion
Nuno Valéria - Que diferença fazem os três pontos por vitória? - O caso do campeonato
Português nos anos Noventa
José Correia Guedes e Femando Machado - Changing Rewards in Context:
Has three-point role brought more offense to soccer?
Carlos Barros e Jaime Lucas - Sport Policy at regional LeveI: A political-Economy Approach
II
Wladimir Andreff (Orador Convidado) - Professional Sports Finance in Europe:
From Traditional to Contemporary Model
Peter Sloane (Orador Convidado) - The Regulation of Professional Team Sports
ASPECTOS DE EFICIÊNCIA ECONÓMICA DE UM CAMPEONATO PROFISSIONAL
Stefaan Szymanski - Eqquality of Opportunity and Equality of Outcome:
Static and Dynamic Competitive Balance in European and North America Sports Leagues
Stefan Kesenne - Improving the Competitive Balance and the Salary Distribution in Professional Team Sports
Herbert Moorhouse - The Distribution of Income in European Football: Big Clubs, Small Clubs, major Problems
IMPORTÂNCIA DAS GRANDES COMPETIÇÕES EUROPEIAS E MUNDIAIS
Jean Jacques Gouguet - Impact Economique des Spectacles Sportifs: Que Faut-ll Mesurer?
Bernard Rahmann e Markus Kurdscheit - The Soccer World Cup 2006 in Germany:
Choosing Matching Locations by Applying a Modified Cost-Benefit Model
Robert Baade e Victor Matheson - Bidding for the Olimpics: Fool's gold?
SECÇÃO ESPECIAL: O JOURNAL OF SPORTS ECONOMICS
Leo Kahane ( Editor) - The Journal of Sports Economics:
The First Year and Suggestions for Future Research
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